segunda-feira, 17 de setembro de 2007

A prática do amor ou o amor em prática

Por Ana Paula Porto Noronha

Hoje eu queria mesmo falar de amor. Fiquei a semana toda procurando algo que me fornecesse o fio condutor para o texto. Li os jornais que habitualmente leio, as revistas e fiquei atenta aos telejornais, e confesso que as notícias não me favoreceram na direção da construção de algo que falasse de amor. Aliás, muito pelo contrário, as notícias da semana, no que se refere às diretrizes sociais, econômicas e éticas dos governantes brasileiros são desalentadoras. Mas, não quero falar disto, como já disse, procuro algo que retrate o amor, não o já tão bem delineado pelos poetas, ou aquele musicados pelos que conseguem traduzir em palavras e notas o nobre sentimento. Eu queria falar do sentimento comum, daqueles de todo dia, das pessoas na rua. Visitei sites que retratavam, sob minha perspectiva, as pessoas generosas que se apegavam a projetos sociais solidários e, a partir disso faziam a diferença.
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ONG Mundo Novo da Cultura Viva (
www.ongmundonovo.org.br)

A ONG Mundo Novo da Cultura Viva, foi criada a partir do sonho de Bianca Carvalho, que ainda criança, começou a questionar as grandes diferenças sociais da humanidade. Destacou-se das demais de sua idade, e criou esta instituição, onde dedica integralmente a flor de seus 18 anos, atendendo hoje mais de 150 crianças carentes da comunidade. É um projeto de amor e solidariedade, que envolve sentimentos de amor ao próximo e generosidade, o qual ajuda os mais necessitados dando lhes acesso a Educação, Cultura, Lazer e Oportunidade para uma vida melhor. A ONG sobrevive de doações, campanhas e eventos. Nosso objetivo é convidar você e seus familiares, a conhecer nosso espaço e se tornar nosso colaborador.

GAP – Grupo Ambientalista das Palmeiras (www.gap.org.br )

Na região do Vale do Capão, o Grupo Ambientalista de Palmeiras desenvolve um programa de coleta seletiva e reciclagem de lixo, além de combater as queimadas dentro do Parque Nacional da Chapada Diamantina. Fundado em 1992 por moradores da cidade de Palmeiras, o GAP tem hoje 15 membros atuantes e conta apenas com os recursos das doações de turistas e empresários locais.

Saúde Criança Renascer (www.criancarenascer.org.br)

A Associação Saúde Criança Renascer (ASCR), fundada em 1991 pela Dra.Vera Cordeiro – Clínica Geral, com especialização em Psicossomática - é uma Organização Social, sem fins lucrativos e sem filiação política ou religiosa. O constante ciclo internação-reinternação das crianças atendidas no Hospital da Lagoa, no Rio de Janeiro - que recebiam alta sem estrutura básica para continuação do tratamento em casa - causava indignação dos profissionais da área de Saúde daquela instituição. O fato dos pacientes retornarem muitas vezes em estado ainda mais grave, chegando em alguns casos a falecer, fez com que médicos, enfermeiros e membros da sociedade civil se mobilizassem e criassem a associação. O objetivo principal do Renascer é reestruturar as famílias dessas crianças, atuando com o Plano de Ação Familiar (PAF), que engloba cinco áreas importantes: saúde, profissionalização, moradia, educação e cidadania. Hoje, a ASCR funciona com o imprescindível apoio de cerca de 140 voluntários e mais 38 funcionários que dão atendimento a 250 famílias e 850 crianças e adolescentes. São três unidades de atendimento: Sala de Recreação do Hospital da Lagoa; Sede, no Parque Lage e Casa das Oficinas / Administração, no Jardim Botânico.

Biblioteca Comunitária Tobias Barreto de Menezes (www.educacional.com.br/entrevistas/entrevista0121.asp)

Trabalhando como pedreiro, Evando dos Santos, um sergipano radicado no Rio de Janeiro, ajudou a construir muitas casas. Por muitos e muitos anos, essa foi sua rotina de vida. Apaixonado pela literatura, em certo dia, Evando viu sua vida dar uma guinada quando ia ao trabalho. Naquele dia, ao deparar com uma pilha de livros em cima do balcão de uma loja, Evando teve a idéia de iniciar outro tipo de construção: a de uma biblioteca. Foi assim que surgiu a Biblioteca Comunitária Tobias Barreto de Menezes, no bairro Vila da Penha, na capital do Rio de Janeiro. Segundo ele, nela o lema é dizer sim à cultura e não à burocracia. Lá, o usuário pode pegar quantos livros quiser e devolvê-los quando bem entender. Caso não devolva algum, não há problema: se ficou com ele é porque gostou, e isso é um bom sinal. Fundada em 1998 com apenas 50 livros, a biblioteca conta hoje com um acervo de 40 mil exemplares. Para chegar a esse número, as dificuldades enfrentadas foram grandes. Muitos livros foram transportados por Evandro de ônibus, sob o escaldante sol carioca. Além disso, o fundador da biblioteca teve de superar mais um problema, o preconceito. “As pessoas acham que sou desqualificado para lidar com livros porque tenho um ‘intelecto não lapidado’, ou seja, não sei escrever”. Mas a palavra desanimar não faz parte do vocabulário de Evando. Apesar das dificuldades, ele conseguiu montar e expandir a biblioteca em um curto espaço de tempo e conquistou o apoio de gente importante, como Oscar Niemeyer, que, sensibilizado com a história de Evando, deu-lhe de presente o projeto arquitetônico da nova biblioteca, que deverá ser construída em breve.
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Dedico o texto desta semana às pessoas do mundo. Em especial, dedico ao meu filho, cujo nascimento fez de mim uma pessoa melhor e para quem vivo preocupada em lhe oferecer um mundo de mais amor.

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