segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Escolher ou ser escolhido por uma profissão?

Por Ana Paula Porto Noronha

Ultimamente tem-se ouvido falar bastante em escolha profissional e, nesta época do ano, especialmente, o tema fica ainda mais em evidência, considerando a aproximação com as provas de grandes universidades públicas. Gosto do tema, e inclusive, é sobre ele que venho me dedicando nos últimos dois anos. A orientação profissional é um processo complexo de tomada de decisão, que envolve fatores variados, dentre eles o autoconhecimento e o conhecimento das realidades profissionais. Neste particular, incomoda-me saber que apenas uma parcela muito pequena da população de jovens em idade de escolha, tem efetivamente a oportunidade de escolher. Os demais, ou seja, a maioria, nem sequer sonha em exercitar as atividades pensadas, já que com alguma sorte, são escolhidos pelo mercado de trabalho. Outros deles, nem escolhem, e nem são escolhidos. Tomando este problema social como referência, é que procurei apresentar o projeto de uma ONG que trabalha com aquela parcela mais carente da população. Com vocês, a ONG AMIGOS DO SABER!!!

É uma organização não governamental sem fins lucrativos, fundada por Debora Martins da Cunha em 2004, no Rio de Janeiro, com o objetivo de oferecer à população carente ferramentas para o crescimento intelectual e cultural, aliado com um intenso trabalho de combate a fome e a pobreza. Estes objetivos, estão pautados na nossa missão, princípios e valores:

Redução do índice de analfabetismo; Integração de seus membros ao trabalho comunitário; Celebração de convênios com entidades da sociedade para a realização de cursos e seminários para qualificar pessoas em face do avanço tecnológico; Promoção do desenvolvimento econômico social e combate à pobreza.

Princípios:

Contribuir para a inclusão social realizando ações educativas e atividades sociais sem discriminação de etnia, gênero, orientação sexual e religiosa, bem como a portadores de deficiência; Promover a solidariedade por meio da participação voluntária, estabelecendo a integração, o respeito e a cooperação internamente e junto aos públicos com os quais atuamos; Agir com ética e qualidade no cotidiano das nossas ações.
Qual carreira seguir? Você já está decidido? Especialistas dão dicas de como escolher a profissão com tranquilidade

Já estamos no quase no segundo semestre, época de vestibular. Você está decidido quanto à carreira que pretende trilhar daqui para frente? Ou tem uma "vaga idéia"? Quer algo em Humanas, mas está indeciso entre Jornalismo e História? Ou prefere Exatas, mas se divide em Matemática e Engenharia Mecatrônica? Medicina? Pedagogia? Ou ainda, Quiropraxia! Não escolheu? Bem, fique tranqüilo. Decidir por uma profissão não precisa ser um monstro de sete cabeças. E não só isso. Essa é uma "angústia" comum a todos os jovens que entram na universidade.

Hoje em dia, o leque de opções para os pré-universitários é muito mais amplo do que há alguns anos. Até algum tempo, o número de profissões era restrito a poucas grandes áreas. Certamente você já deve ter ouvido de seus avós que o melhor mesmo é optar por carreiras mais "garantidas", como Direito, Medicina ou Engenharia. Nos últimos 20 anos, porém, o mercado de trabalho, cada vez mais, tem buscado profissionais mais especializados, que conhecem os detalhes de determinado setor (vide a multiplicação das "Engenharias", antes restritas a Civil, Mecânica, etc).

"O processo é muito mais complexo atualmente. A realidade externa agrava ainda mais a situação, tornando a decisão muito mais séria e aflitiva", explica a coordenadora do Serviço de Orientação Profissional do Instituto de Psicologia da USP (Universidade de São Paulo), Yvette Piha Lehman.

Some, portanto, as dificuldades naturais da escolha à crescente pressão gerada pelas crises da economia. O resultado é uma bola de neve, que cresce a cada novo fator adicionado - ambição, família, amigos. "Esse contexto atual tem pesado bastante nos jovens. Escolha é um processo de exclusão e se torna um peso para eles. A realidade impede uma escolha mais tranqüila".

Se o seu pensamento imediato foi de trocar o seu sonho por algo rentável, tome cuidado. Abandonar sua meta pode se tornar um peso muito maior do que o medo do fracasso futuro. "Hoje, a tendência do jovem é abrir mão das coisas que ele quer, mesmo sabendo que precisa defendê-las. A sensação que ele tem é que precisa buscar aquilo que vai dar garantias no futuro", esclarece Yvette. O ideal, obviamente, é combinar aquele seu desejo secreto de infância (astronauta?) com algo que possa dar algum retorno financeiro. "Esses fatores não são excludentes. É preciso ter confiança para agenciar o prazer com os rumos do mercado".

Portanto, é preciso estar preparado. Como você deve imaginar, não existem "fórmulas mágicas" para determinar qual profissão é mais adequada ao perfil de cada estudante pré-universitário. Sendo assim, não tenha pressa para escolher sua carreira. Se você já sabe em qual área se sente melhor, procure conhecer seus cursos e, principalmente, o dia a dia dos profissionais. Assim, é possível evitar surpresas.

"A primeira coisa a fazer é conhecer a carreira. Buscar informações sobre o curso, sobre a profissão, mercado de trabalho", orienta a coordenadora do Laboratório de Orientação Profissional da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), Dulce Helena Soares, autora do livro "A escolha profissional: do Jovem ao Adulto".

"Nós vemos muitos jovens desistindo da carreira porque idealizam determinados cursos. Busque informações concretas. Entreviste os profissionais, visite locais de trabalho, conheça a rotina", alerta Dulce. Se você já tem certeza da carreira que deseja trilhar e conhece os detalhes do exercício da profissão, passe agora à segunda fase: coloque em prática o seu auto-conhecimento.

Compare as informações que coletou com o seu objetivo profissional. E não se esqueça de pesar na balança absolutamente tudo - prós e contras. "O mais importante é a informação profissional. Em um segundo momento é que ele vai avaliar se gosta mesmo, ou não, da carreira".

Ok, reconhecemos que é mesmo um momento difícil. As pressões vêm de todos os lados. Além do mercado e da própria cobrança, existe ainda a pressão dos amigos, da família, dos professores. Mas lembre-se, escolher uma profissão não precisa ser um momento de crise.

É natural que você se sinta angustiado, uma vez que tomará uma decisão importante para sua vida. Procure fazer dessa fase algo marcante, e não se preocupe em acertar logo na primeira tentativa. "A escolha não é para toda vida. Cada vez mais as pessoas estão mudando de profissão. Pense que mudar a rota não é um erro, é apenas uma passagem", encerra Dulce.

(
www.amigosdosaber.org.br)

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